Escutamos com certa frequência que a liberdade de um vai até onde começa a do outro pois, afinal de contas, já dizia a frase de caminhão: Deus deu a vida para cada um cuidar da sua.

Isso até pode ser real em um mundo de relacionamentos superficiais, interesseiros, frágeis e descartáveis, mas não deveria ser assim no contexto do Cristianismo pois, neste, há invasão de privacidade, há entrelaçamento de vidas. Há vida na vida. Um ambiente onde devem existir interesses e disposições mútuas.

Contrariando a célebre frase, como cristãos vivemos e cuidamos um a vida do outro, pois somos membros uns dos outros. Cristianismo é vida em comunidade, não carreira solo. E isso não é opcional.

Você pode até ler sua Bíblia e orar sozinho em sua casa, mas você não pode viver igreja sozinho pois igreja é o coletivo não o indivíduo.

 
IGREJA –  vem do Grego ekklesia, “assembleia, reunião”, derivado do verbo ekkalein, formado por ek-, “para fora”, mais kalein, “chamar, clamar”. Entrou em uso muito antes do início do cristianismo.

Lendo o Novo Testamento, percebemos a ocorrência de diversos textos que expressam a comunhão ou mutualidade cristã, por exemplo:

 Tenhais comunhão uns com os outros (1 Jo 1.7);
• Confortai-vos uns aos outros (Rm 1.12);
• Cooperai em favor uns com os outros (1 Co 12.25);
• Façais o bem uns para com os outros (1 Ts 5.15);
• Não vos mordeis e nem vos devoreis uns aos outros (Gl 5.13);
• Não nos julguemos uns aos outros (Rm 14.13);
• Não mintais uns aos outros (Cl 3.9);
• Não negligencieis a mútua cooperação (Hb 13.16);
• Não faleis mal uns dos outros (Tg 4.11);
• Não vos queixeis uns dos outros (Tg 5.9);
• Não murmureis entre vós (Jo 6.43);
• Não ofendeis uns aos outros (At 7.26);
• Não vos priveis um ao outro no casamento (1 Co 7.5);
• Não vos destruís uns aos outros (Gl 5.15);
• Não vos provoqueis uns aos outros (Gl 5.26);
• Não tenhais inveja uns dos outros (Gl 5.26).

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